Em escritório, quase ninguém está parado. O que fica parado é o documento: entre a mesa que terminou e a mesa que ainda não começou. É essa espera que medimos primeiro, porque ela costuma valer mais que todo o tempo de trabalho somado.
Ponto 1Pegamos um pedido comum
Não o caso difícil que todo mundo lembra: um pedido corriqueiro, desses que entram toda semana. É nele que a rotina real aparece, com atalhos, improvisos e a planilha paralela que ninguém menciona em reunião.
Ponto 2Anotamos cada mão por onde ele passa
Quem recebeu, em que dia, o que fez, para quem mandou. Um trâmite que a direção descrevia em quatro passos costuma ter onze, e sete deles são conferências de coisas que já foram conferidas.
Ponto 3Separamos trabalho de espera
Somados, os dois viram «demora». Separados, mostram que o trabalho leva duas horas e a espera leva seis dias — e que mexer no formulário não resolveria nada.
Ponto 4Perguntamos quem decide, não quem executa
Boa parte das paradas é falta de decisão, não falta de gente. Listamos as decisões que o trâmite exige e descobrimos, com a direção, quem tem autonomia para tomar cada uma.
Ponto 5Escrevemos o combinado com nome e prazo
A matriz sai da reunião com responsável por etapa, prazo de resposta e o que acontece quando o prazo estoura. Sem essa última coluna, a matriz vira enfeite de parede em duas semanas.